Uma grande correria está sendo feita nos bastidores do poder público de Rio Grande diante da decisão dos médicos que atuam na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Junção. Os profissionais decidiram iniciar uma paralisação parcial a partir da meia-noite deste sábado (31). O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) justifica que os profissionais vêm sofrendo com atraso salarial há nove meses. Os médicos estão firmes e não pretendem voltar atrás na decisão tomada em assembleia. Segundo o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), não serão atendidos pacientes que forem classificados em risco azul ou verde na unidade. “A paralisação é por tempo indeterminado, até que a folha salarial esteja em dia”, acentua o sindicato gaúcho.

Conforme a diretora da Região Sul do Simers, Renata Jaccottet, o sindicato exige que os médicos tenham seus honorários pagos até o dia 15 do mês subsequente ao período trabalhado. “O trabalho médico exige compromisso, responsabilidade e preparo constante. A previsibilidade no pagamento é uma condição mínima”, reforçou Jaccottet. A responsabilidade pelo pagamento é do Instituto Brasileiro de Saúde, Ensino, Pesquisa e Extensão para o Desenvolvimento Humano– IBSaúde. A Prefeitura de Rio Grande informou que os repasses do município pelos serviços prestados através do IBSaúde estão em dia. Várias reuniões têm sido feitas pela autoridade municipal em Saúde com representantes do IBSaúde desde a gestão passada da Prefeitura, mas tudo tem sido em vão, pois o atraso no pagamento dos médicos persiste. A gravidade da situação preocupa os rio-grandinos, pois com a chegada do frio, os quadros envolvendo doenças respiratórias têm números elevadíssimos.

(Foto: Site Edson Costa Repórter)