A Prefeitura de Rio Grande resolveu chamar os representantes dos médicos da UPA Junção para uma conversa nesta sexta-feira (30), dezoito dias após os profissionais terem decidido e avisado que iriam paralisar parcialmente os atendimentos a partir da meia-noite deste dia 30. A Prefeitura confirmou, em nota, que realmente se reuniu no final da tarde desta sexta-feira com os profissionais, poucas horas antes do início da restrição dos atendimentos. Secretaria local da Saúde, o instituto que faz a gestão da unidade (IBSaúde) e sindicatos dos médicos do RS e da cidade de Rio Grande participaram da reunião no formato híbrido, com alguns participantes presenciais e outros remotos, utilizando videoconferência. A representação do Conselho Municipal de Saúde também esteve presente. Com o endurecimento do jogo por parte dos sindicatos médicos estadual e local, as autoridades de Rio Grande resolveram apurar o passo e tentar impedir a continuidade dos prejuízos causados à população com a redução de atendimentos na UPA da Junção, que atende milhares de pessoas por mês. A chegada do frio e a gigantesca procura por consultas é algo grave que preocupa a população. O IBSaúde, de forma rebelde, segue sem pagar em dia os médicos desde o ano passado. “A gestão municipal se mantém rigorosamente em dia com suas obrigações contratuais e não há débitos ou atrasos de pagamento ao IBsaúde que impliquem no atraso do pagamento de profissionais”, referiu em nota o governo liderado por Darlene Pereira (PT).

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Nas redes sociais, as críticas ao governo municipal se intensificaram desde a assembleia dos médicos do dia 12 de maio, em função da ausência de posição enérgica e concreta das autoridades locais em relação ao problema que vem desde a Gestão Fábio Branco (MDB), herdado pela administração da Frente Popular, liderada pelo PT. Em cinco meses de governo, a atual gestão também não conseguiu acabar com o impasse. Pelo que informou a Prefeitura, na reunião de ontem foi discutida a possibilidade de repasse de valores já contratualizados entre município e IBSaúde que são suficientes para pagar a folha médica em atraso. Estes valores são referentes à manutenção dos custos operacionais da UPA Junção. Segundo divulgou neste sábado o Simers, a Prefeitura se comprometeu em fazer o pagamento para a entidade terceirizada na segunda-feira, 2, e o IBSaúde em pagar os médicos na terça-feira, dia 3. “Em razão disso a Prefeitura solicitou que não fosse realizada a suspensão dos atendimentos, que estava marcada para começar neste sábado”, informou o Simers.

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Foi encaminhado que o sindicato de médicos fará uma consulta à categoria para a suspensão da paralisação das atividades que havia sido anunciada para começar à meia-noite deste dia 30. A proposta de suspensão ficou condicionada ao pagamento dos profissionais pela IBSaude até terça-feira, dia 3.

(Foto: Site Edson Costa Repórter)