A diretoria da Petrobras aprovou nesta terça-feira (19) a chamada ‘eficácia’ da construção dos quatro navios da classe Handy no Estaleiro Rio Grande. A partir de agora, segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, serão dados os passos para promover a liberação dos recursos visando à construção dos navios. Bacci não fala em data para o início da construção do primeiro navio, o que depende ainda da burocracia dos dispositivos legais do empreendimento. A homologação ou assinatura da eficácia dos contratos é um processo administrativo que valida a conformidade dos contratos em relação às normas e procedimentos internos da empresa.
Após a assinatura da ‘eficácia’, a Petrobras libera os recursos financeiros previstos nos contratos para que o estaleiro possa iniciar a compra de materiais, contratação de mão de obra e outras atividades relacionadas à construção. Às 21 horas desta terça-feira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, disse ao Site Edson Costa Repórter que havia acabado de falar por telefone com o presidente Sérgio Bacci, da Transpetro. Gonçalves acredita que ainda exista uma demanda média de pelo menos 60 dias até o início das obras.
Após as medidas que ainda precisam ser tomadas, deverá iniciar a contratação de trabalhadores. A expectativa é de abertura de 1.400 empregos nas diferentes etapas da obra naval. Com a assinatura fica permitida a liberação de aproximadamente R$ 80 milhões, o que corresponde, segundo a Transpetro, a cerca de 5% do valor total de R$ 1,6 bilhão firmado no contrato de construção dos navios. Com os R$ 80 milhões já será possível a compra da primeira parte do aço, início do corte e a viabilidade dos primeiros equipamentos.
O empreendimento faz parte do primeiro contrato assinado pela Transpetro no âmbito do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras. Os navios Handy serão utilizados para transporte de derivados de petróleo na costa brasileira segundo a Transpetro, subsidiária integral da Petrobras. O programa prevê investimento de US$ 69,5 milhões por embarcação. O consórcio, formado pelas empresas Ecovix e Mac Laren, fará os trabalhos no Estaleiro Rio Grande.
(Foto: Divulgação)

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