A Santa Casa de Rio Grande anunciou nas últimas horas uma medida revolucionária para conter a crise do hospital, que deve mais de R$ 500 milhões. O anúncio, dirigido aos colaboradores, foi afixado nas paredes do hospital, junto ao refeitório, e causou indignação geral. “Informamos que a partir do mês de outubro, não será mais fornecidos descartáveis (copos e colheres) no refeitório. Seguiremos normalmente com a distribuição de café e açúcar. Salientamos que o abastecimento de garrafas térmicas não é permitido”.

O 𝗦𝗶𝘁𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 foi avisado. Dezenas de cópias do ‘anúncio’ acabaram sendo enviadas, inclusive por pacientes que se solidarizaram aos funcionários atingidos pela medida da cúpula da Santa Casa. O clima dentro do hospital é o pior possível, e a cada dia aumentam as pressões aos trabalhadores. O hospital decidiu cortar os copos e colheres descartáveis no refeitório dos funcionários, enquanto a direção aumenta o fluxo de viagens a Brasília com comitivas dignas de uma delegação presidencial. O 𝗦𝗶𝘁𝗲 resolveu ouvir especialistas em segurança hospitalar. As fontes consideram que a medida está na contramão do cuidado com a saúde dos trabalhadores. Em um ambiente hospitalar, onde a contaminação é uma ameaça constante, cortar os copos e colheres descartáveis pode ser uma brecha para graves ocorrências. Existe, inclusive, a possibilidade de contaminação cruzada com a falta de higiene e os riscos para a saúde dos funcionários e, por tabela, dos pacientes. A direção ainda não se manifestou sobre o caso.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗔 𝗘𝗗𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗔 – A comunicação aos colaboradores foi publicada acima na íntegra, mantendo o erro gramatical de origem. Sugerimos que o hospital cuide também da saúde da língua portuguesa, corrigindo o erro de concordância verbal.

(Foto: Rede Edson Costa Repórter de Jornalismo)