O caos gerencial no Hospital Santa Casa de Rio Grande compromete de forma aguda a assistência em saúde da população de Rio Grande e de outros 22 municípios da Região Sul. O pronto-socorro da instituição está atendendo exclusivamente pacientes caracterizados como emergência, “𝗰𝗼𝗺 𝗶𝗺𝗶𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗿𝗶𝘀𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗲”. Quem admitiu isto foi o próprio presidente da Santa Casa, Renato Menezes da Silveira, em um comunicado extremo assinado por ele e pelo seu diretor-técnico, o médico Wagner Pedrotti. A porta de entrada para urgências e emergências opera apenas com o chamado “PS Trauma”. O presidente e seu diretor informaram que não existe capacidade operacional para manter o funcionamento do serviço, pois há somente um profissional médico na escala de plantonistas da unidade. “Em casos de transferência externa, deverá ser realizado contato entre médicos previamente para garantia de condições e capacidade de atendimento”.

O gestor da Santa Casa informou também que os casos de baixa e média complexidade deverão ser direcionados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Temendo pelo pior, o presidente resolveu oficiar a Prefeitura de Rio Grande, a Secretaria Estadual da Saúde e a pasta da Saúde local. Renato da Silveira também enviou o comunicado ao Ministério Público Estadual. Cópia do documento, assinado digitalmente por Menezes e Pedrotti, foi enviada à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 por alta fonte governamental. “Diante do cenário vivenciado, o nosocômio compartilha formalmente sobre a dificuldade às autoridades para fins de ciência, registro e apoio da regulação. No caso de eventual preenchimento das lacunas ou mudança no cenário, os órgãos serão comunicados imediatamente”. A medida, em princípio, vale até as 7 horas de domingo, dia 5.

(Foto: Site Edson Costa Repórter)