A caótica situação financeira e de gerenciamento da Santa Casa de Rio Grande a cada dia provoca mais inquietação. O vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul– Simers, Felipe Vasconcelos, participou de uma reunião com o Ministério Público Federal– MPF. Na pauta, a gravíssima situação das finanças do hospital que deve mais de R$ 500 milhões e atravessa um quadro desalentador em meio ao processo de recuperação judicial, inclusive com vários de seus bens indo a leilão. O dirigente do Simers pediu apoio institucional do Ministério Público Federal “frente à urgência de medidas que possam garantir a continuidade dos serviços hospitalares”. Felipe Vasconcelos reforçou a importância da atuação do MPF na mediação da liberação de recursos “a fim de evitar o colapso da instituição de saúde”. Em outras oportunidades, o MPF já auxiliou a Santa Casa atuando para viabilizar a liberação de recursos.

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Segundo informou nesta terça-feira o Simers, a procuradora da República, Anelise Becker, na reunião que teve o formato virtual, reconheceu a complexidade da situação, mas ponderou que “o passivo da Santa Casa precisa ser honrado conforme o plano de recuperação”. Segundo ela, apesar do impacto, a medida é necessária para garantir a viabilidade futura da instituição. Anelise Becker recomendou que o Simers também procurasse o Ministério Público do Rio Grande do Sul para tratar da questão na esfera estadual.

Recentemente, com autorização da Justiça Federal, novas quantias expressivas– oriundas de uma conta judicial criada para o custeio de condicionantes ambientais da Licença de Operação do Porto do Rio Grande foram liberadas à Santa Casa, hospital que atravessa a maior crise em seus 190 anos. Parte dos montantes foi usada para pagar honorários médicos em atraso. A cúpula do hospital tem procurado levantar recursos pedindo emendas parlamentares a políticos em Brasília.

(Foto: Site Edson Costa Repórter)