Os médicos que prestam atendimento na Santa Casa de Rio Grande não suportam mais esperar pelo pagamento dos serviços prestados. A Santa Casa pagou a metade dos valores devidos do mês de junho e de lá para cá, nada mais. Na noite desta quarta-feira (08) o presidente do Sindicato dos Médicos de Rio Grande (Simerg), Sandro Gonçalves de Oliveira, confirmou à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 que a Santa Casa deve 50% de junho, além dos honorários de julho, agosto e setembro aos profissionais. “Existe uma expectativa de ingresso de recursos que serviriam para pagar 50% de junho e julho, o que não se confirmou”, disse Sandro. Não há qualquer sinalização sobre eventual data para o hospital acertar as contas com os médicos. Conforme o presidente Sandro Gonçalves, os médicos estão discutindo o que fazer frente ao brutal atraso nos pagamentos. “Existe um grande descontentamento da categoria”. Sandro cogita sobre a possibilidade de uma reunião ser solicitada pelos médicos com o sindicato local a qualquer momento.
𝗔𝗚𝗥𝗔𝗩𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢
A dramática situação provocada pela crise gerencial e financeira da Santa Casa de Rio Grande ocasionou mais uma cobrança por parte dos médicos. Uma reunião do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e Sindicato dos Médicos de Rio Grande (Simerg) com a direção do hospital, ontem, não teve avanço. Os dois sindicatos solicitaram uma previsão para serem quitados os honorários dos profissionais. Também pediram ao presidente do hospital, Renato Menezes da Silveira, informações sobre o que está sendo feito pela direção da Santa Casa para levantar os recursos. Segundo o Simers, o presidente Renato pediu auxílio dos sindicatos para que a instituição consiga ver aumentados os repasses à entidade.
A diretora do Simers na Região Sul, Renata Jacottet, e o presidente do Simerg, Sandro Gonçalves de Oliveira, expuseram a preocupação com a situação do hospital. “A Santa Casa é muito importante para a cidade e para a zona sul. Queremos que siga aberta, acolhendo a todos”. Segundo o Simers, o presidente do hospital disse que o valor arrecadado com o leilão do cemitério, recentemente, será utilizado para pagar dívidas trabalhistas, incluindo os médicos que antes eram vinculados pela CLT. Silveira aguarda para os próximos dias a liberação de recursos do governo estadual pela abertura de leitos temporários do Programa Inverno Gaúcho. A ideia dele, repassada ao Simers, é usar o recurso, se conseguir, para quitar parte dos valores devidos aos médicos terceirizados.
(Foto: Site Edson Costa Repórter)

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