O aparelho de ressonância magnética de aproximadamente sete toneladas, retirado ontem (3) do prédio da Santa Casa de Rio Grande, tem como destino uma casa de saúde da cidade de Alegrete. A operação de guerra começou nas primeiras horas da manhã com trabalhadores oriundos da cidade de Livramento quebrando a parede lateral no prédio, ao lado do Pronto-socorro. Pela abertura sairia a máquina de ressonância tracionada por um guindaste hidráulico articulado montado no veículo da empresa rio-grandina Munck Master. O potente guindaste veicular fez as manobras de içamento e deslocamento do interior da sala de exames até sua carroceria. Em seguida, às 21 horas, uma carreta foi posicionada ao lado do Munck para receber a máquina de ressonância. Embora as duas manobras tenham ocorrido à noite, a complexa operação para colocar no equipamento médico as amarras do guindaste começou por volta das 17 horas.
O vídeo exclusivo com toda a primeira parte da operação foi publicado ainda na noite de segunda-feira na página Edson Costa Repórter. O presidente da Santa Casa, Renato Menezes da Silveira, chegou no momento da operação e declarou à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 que o aparelho é antigo e chegou ao local em 2009 para ser operado por uma empresa particular de exames de imagens que prestava serviços ao hospital. Há pelo menos cinco meses o aparelho estava inoperante, disse Silveira, que não sabe precisar sobre sua futura utilização, pois ele não pertence ao hospital. Em 2009, o aparelho entrou pelo mesmo ponto, necessitando quebrar a parede externa para colocá-la na sala de exames. O engenheiro da Santa Casa, Osvaldo Correa Filho, disse que a sala onde estava o aparelho foi supervisionada antes e durante a operação de retirada do equipamento, para evitar qualquer possibilidade de risco, uma medida necessária de acordo com as normas de segurança vigentes.
O ambiente não será liberado para outra atividade sem antes passar por rigorosa verificação técnica e de segurança estrutural. A sala que abrigava o aparelho possui características específicas, envolvendo blindagem magnética e eletromagnética. Fechar o local que foi quebrado é prioridade no momento, restituindo a estrutura da parede.
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O presidente Renato da Silveira anunciou à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗖𝗥 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 que o hospital deverá ter um aparelho próprio de ressonância magnética. As tratativas já estão bem avançadas junto ao Ministério da Saúde e fontes do governo federal. Ele está bastante otimista e já antecipa que o aparelho, embora sem data definida de chegada, não será colocado no Hospital Geral, onde funcionou durante vários anos o serviço terceirizado de ressonância magnética. Silveira antecipou que o local será o Centro de Diagnósticos por Imagem (CDI), dentro da estrutura do complexo de Cardiologia e Oncologia, na Avenida Presidente Vargas. O que já está acertado mesmo, segundo ele, é a aquisição de um novo acelerador linear, de alta tecnologia, possibilitando aumentar a capacidade de atendimentos em oncologia.
(Foto: Site Edson Costa Repórter)

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