Metalúrgicas de Rio Grande estão morrendo”, denunciam faixas colocadas à margem da rodovia no Distrito Industrial. Elas foram confeccionadas pela Associação dos Metalúrgicos de Rio Grande e São José do Norte (Assom), recentemente criada. O problema vinha sendo tratado na 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 desde que o presidente Benito Gonçalves, do sindicato laboral dos metalúrgicos resolveu subir o tom e desfiar uma série de críticas a autoridades que estariam, segundo ele, deixando de priorizar os interesses dos trabalhadores e empresas de Rio Grande. A denúncia que Gonçalves fez de forma contundente no Podcast ECR foi sobre empresas maiores alocando mão de obra de subcontratadas de fora da cidade, tirando a vez de trabalhadores locais. O Sindicato dos Metalúrgicos foi o embrião do surgimento da associação que agora congrega trabalhadores e representantes de empresas de Rio Grande e São José do Norte. O que motivou o movimento de trabalhadores e empresários foi a proximidade das obras de construção de navios no Estaleiro Rio Grande. “Estamos fazendo um pedido de socorro aos órgãos públicos, autoridades e empresários para que as empresas metalúrgicas e prestadores de serviço locais também tenham a oportunidade de participar das obras de manutenção e reparos que acontecem nas indústrias e terminais portuários”, referem as lideranças do movimento.

Segundo o movimento, existe em Rio Grande pessoal capacitado e disponível para ocupar os postos de trabalho. “A situação também causa prejuízos aos cofres públicos, uma vez que os CNPJs dessas empresas não são da cidade e os impostos acabam sendo recolhidos nos municípios de origem”.

(Foto: Divulgação)