Vários médicos já deixaram o Hospital Santa Casa, por conta do atraso no pagamento de seus honorários. A confirmação foi dada à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 pelo presidente do Sindicato dos Médicos de Rio Grande– Simerg. Sandro Gonçalves disse que o último pagamento foi de 50% do mês de junho, valor pago recentemente, entre o final de agosto e início de setembro. O sindicato não possui o número exato de profissionais ainda em atividade, mas já solicitou que a Santa Casa informe. Prestes a fechar quatro meses e meio de atraso, a situação está insustentável. O presidente do Simerg informou que, desde 2022, todos os médicos que concordaram em permanecer trabalhando passaram para o regime de PJ. São profissionais que possuem CNPJ próprio, prestando serviços sem serem contratados no regime CLT. “Vários médicos já saíram”, disse Sandro, ao confirmar que “existe a intenção de restringir atendimentos caso a situação de atraso salarial se prolongue”.
Recentemente, houve reunião com a governança do hospital em crise, e segundo Sandro Gonçalves ouviu, a recomposição total do Teto MAC representaria R$ 37 milhões de repasse. Trocando em miúdos, seria o aumento do limite financeiro federal para serviços de média e alta complexidade, utilizados quando a produção supera o valor do teto existente. O hospital, segundo o Simerg, tem 84% de seus atendimentos feitos via Sistema Único de Saúde– SUS. A cúpula aguarda a entrada no cofre da entidade dos valores de emendas parlamentares de 2024.
A governança do hospital pediu apoio ao sindicato de Rio Grande e ao Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul– Simers, que intercedam junto aos agentes políticos em busca de recursos para aliviar a situação da entidade que enfrenta a maior crise em 190 anos. O presidente e vice do Simers, Marcelo Matias e Felipe Vasconcelos, respectivamente, levaram as demandas da Santa Casa às autoridades federais, em Brasília, disse Sandro Gonçalves.
(Foto: Edson Costa)

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