O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, esteve nesta terça-feira (20) em Rio Grande para entregar 1.276 unidades habitacionais do empreendimento Junção, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, um investimento total de R$ 123,6 milhões, provenientes do Fundo de Desenvolvimento Social, com contrapartida do governo do estado. O complexo habitacional Junção é composto por seis empreendimentos distintos, com casas e apartamentos, beneficiando cerca de 5.000 pessoas. A organização e execução dos projetos tiveram a responsabilidade de cinco cooperativas e entidades.
Na cerimônia pela manhã, a prefeita Darlene Torrada (PT) foi muito aplaudida por centenas de pessoas presentes à cerimônia e chorou de emoção ao se dirigir ao presidente Lula. “O senhor vai ser sempre muito bem-vindo à cidade do Rio Grande”. A representante do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, Andréia Camilo Rodrigues, enfatizou a importância do programa. Ela aproveitou o ato, transmitido ao vivo através do Canal GOV, do executivo federal, para disparar uma crítica à administração municipal passada. “Famílias que já moram nas casas do complexo ficaram quatro anos sem água, porque o governo [Fábio] Branco não ligou água”. Ela complementou: “teve que a prefeita Darlene assumir para ligar a água”.
Lula, o ministro das Cidades, Jader Filho, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, e outras autoridades descerraram placa alusiva à inauguração do empreendimento Junção. O presidente entregou simbolicamente a três famílias beneficiárias do programa as chaves de unidades e fez seu discurso, antecipando que iria ao setor portuário à tarde anunciar investimentos, como a concessão de um terreno da União a um terminal de empresa exportadora. A referência foi sobre o contrato para a instalação do Terminal CMPC de Celulose, ampliando a logística do porto rio-grandino. “Vamos fazer com que o Porto de Rio Grande volte a ter importância para o mercado interno e para a geração de empregos, distribuição de renda e para a grandeza da cidade”. Lula ampliou a visibilidade de sua estada em Rio Grande voltando a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ele quer governar o mundo pelo Twitter”.
𝐆𝐀𝐒𝐄𝐈𝐑𝐎𝐒 – Para a cerimônia de assinatura do contrato, o presidente Lula, acompanhado do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, e de outras autoridades, esteve na área do estaleiro da Ecovix, onde serão construídos quatro navios da classe Handy e mais cinco gaseiros. A Petrobras estima que o primeiro navio gaseiro deve ser lançado em até 33 meses após o início das obras, com entregas subsequentes a cada seis meses. Falando na presença de centenas de trabalhadores em Rio Grande, Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, disse que os nove navios, somados os Handy e os gaseiros, vão gerar mais de 7.000 empregos diretos e indiretos nos próximos anos. Bacci garantiu que será priorizado o uso de mão de obra local. A expectativa é que as primeiras contratações ocorram em março para o contrato firmado no ano passado. O representante do Grupo Ecovix, José Antunes Sobrinho, falou que a contratação reflete uma política de estado voltada ao futuro da indústria naval. O governador Eduardo Leite (PSD) foi fortemente vaiado durante sua fala na cerimônia. Tenso e irritado, questionou: “Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então, vamos respeitar, por favor. Eu estou aqui cumprindo o meu dever institucional, em respeito ao cargo que exerço, em nome do povo do Rio Grande do Sul”.
(Fotos: Ricardo Stuckert)


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