Ao conversar com o gestor, ele disse: “Não há o que fazer. A perspectiva, efetivamente, se nada acontecer, é o fechamento da instituição”. A manifestação foi feita pelo presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul– Simers, Marcelo Matias, após conversar com o responsável pela Santa Casa de Rio Grande, Renato Menezes da Silveira. “Se não tiver mais recursos públicos do Sistema Único de Saúde, a perspectiva é muito ruim para a saúde da cidade”. O Simers mobilizou sua estrutura para tentar alocar recursos junto aos governos municipal, estadual e federal, única forma, segundo Marcelo Matias, de salvar a Santa Casa. Ele manifesta preocupação com a falta de pagamento, há quatro meses e meio, dos médicos que atuam no hospital.

Matias conversou com a prefeita Darlene Torrada Pereira (PT) e com a secretária da Saúde, Juliana Acosta, mas não houve maior avanço. Matias disse à 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗘𝗱𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝗥𝗲𝗽𝗼́𝗿𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗲 𝗝𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝗺𝗼 ter ouvido da prefeita que o município aporta 21% do orçamento da cidade em saúde, bem além dos 15% previstos na legislação. Os municípios são obrigados a investir, no mínimo, 15% da arrecadação de impostos e transferências constitucionais em ações e serviços públicos de saúde anualmente. “Como a Prefeitura gasta 21% se o município não tem gestão plena em saúde e não possui a gestão hospitalar incluída dentro dos seus custos?”, questiona Marcelo Matias.

A cúpula do hospital argumenta que o esforço é em busca de aumentar o chamado Teto MAC para aliviar a situação da Santa Casa. Trata-se do limite financeiro da Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar que inclui os incentivos de custeio e é transferido de forma regular e automática aos fundos de saúde dos estados e municípios.

Santa Casa

(Fotos: Site Edson Costa Repórter)