Vendedores de rua como os que ocupam o calçadão da General Bacelar, terão que deixar até o próximo dia 20 a zona central da cidade, incluindo os senegaleses que formam a maioria dos trabalhadores informais. Uma comissão representando os vendedores foi pedir ajuda à Câmara Municipal, integrada ainda por panfletistas e locutores que anunciam produtos em lojas. Eles querem permanecer atuando no centro, o que não será possível após a data máxima fixada.

A Prefeitura já retirou alguns vendedores, que foram transferidos para o Largo Dr. Pio. Cinco deles, presentes na reunião, alegam que foram afastados de seu ponto original, transferidos para o Largo Doutor Pio. No entanto, a Prefeitura deu um prazo até o dia 20 de novembro para que os ambulantes informais abandonem o calçadão, mas eles lutam pelo direito de permanência nos espaços. Participaram da reunião o secretário de Desenvolvimento, Inovação e Turismo, Cláudio Dutra, e o secretário adjunto de Mobilidade, Acessibilidade e Segurança, Francisco Fialho. O secretário disse que o pedido de retirada atinge todos os vendedores que não possuem alvará para atuar.

Os senegaleses tiveram um tratamento especial, recebendo uma área na Rua Val Porto, em frente ao camelódromo, onde poderão vender seus produtos. Após o dia 20, a fiscalização deverá retirar os que estiverem trabalhando na zona central em descumprimento à tratativa. A Prefeitura já avisou que todos devem cumprir as tratativas. Uma nota emitida através da Câmara Municipal informou que o secretário Cláudio Dutra admitiu a existência de “pressão permanente tanto dos comerciantes quanto do Ministério Público em relação à retirada dos vendedores da zona central”.

ASSUNTO QUE DURA

Há três anos, a Prefeitura proibiu a instalação de novos ambulantes, mas a medida acabou revogada, devido ao agravamento da crise financeira. O Poder Executivo alega que muitos “ambulantes” acabaram ficando “fixos”, causando prejuízos à mobilidade e ao comércio local. As autoridades municipais tentam realizar um novo mapeamento, reorganizando os espaços. O levantamento feito indica a existência de pelo menos 25 vendedores informais, que não possuem alvará ou que utilizam a autorização de terceiros.

O assunto é polêmico e na reunião sediada pelo legislativo, foi falado que “os trabalhadores que cumprirem o exigido futuramente serão mantidos em seus pontos ou realocados o mais próximo possível do ponto original”.