A situação do comércio de Rio Grande está no centro dos debates. O fechamento de lojas de diversos segmentos amplia a preocupação da comunidade. A perda de postos de trabalho tem provocado o aumento do desemprego. O avanço da compra e venda de produtos e serviços no meio digital vem derrubando boa parte dos negócios presenciais, uma realidade vista em todo o país. Este foi um dos assuntos tratados na entrevista da noite desta sexta-feira (11) com o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Rio Grande, Paulo Francisco Arruda. Ele abordou vários pontos de interesse da categoria.

Arruda confirmou a existência de tensão em torno das Casas Bahia também em Rio Grande. A rede já fechou cerca de 300 lojas no país. Na cidade, a principal unidade, localizada no calçadão da Rua General Bacelar, continua em atividade. Recentemente, unidades dos shoppings da cidade também sofreram com a crise, segundo ele.

O dirigente lamentou a demissão de comerciários em várias lojas pelo país sem a observância dos direitos dos trabalhadores. Segundo ele, a situação da rede se agravou ainda mais com o pedido de recuperação judicial apresentado pelas Casas Bahia em agosto, para negociar R$ 17,3 bilhões em dívidas.

Dissídio coletivo, salários, trabalho aos domingos e feriados e pagamento de diferenças salariais também foram tratados no podcast. O dirigente esclareceu os detalhes do dissídio da categoria, recentemente firmado, que garantiu, entre outros avanços, vale-alimentação de R$ 390,00 e a equiparação salarial em R$ 2.010,00 para os empregados lojistas, que vinham recebendo menos que os trabalhadores de supermercados enquanto duraram as negociações. Arruda explicou ainda o que os ex-funcionários lojistas devem fazer para buscar seus direitos. Anunciou que vai atuar em defesa dos comerciários do Balneário Cassino que não estão recebendo o pagamento devido pelos feriados trabalhados.

Assista à entrevista completa no canal Edson Costa Repórter, no YouTube. Clique no link.