Trabalhadores da ativa e ex-funcionários da Santa Casa de Rio Grande amargam os reflexos da crise financeira e dos problemas de gestão do hospital, que passa inclusive por processo de recuperação judicial.

Entre as obrigações trabalhistas descumpridas nos últimos anos está o não recolhimento das parcelas mensais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo relatos recebidos pela Rede Edson Costa Repórter de Jornalismo – ECR, em grande parte dos casos os depósitos não são feitos desde 2023. A falha impede que esses trabalhadores formalizem o pedido de saque calamidade de até R$ 6.200,00 junto à Caixa Econômica Federal – CEF, liberado justamente para as famílias atingidas pelo recente vendaval que destelhou inúmeras residências em Rio Grande.

Com medo de demissão, os funcionários pedem para não se identificar. “A Santa Casa anota o FGTS no nosso contracheque todo mês, mas não deposita na Caixa. Muitas contas estão zeradas ou com valores irrisórios”, disse uma empregada à Rede ECR. “Esse dinheiro faria muita diferença neste momento de dificuldade que minha família está passando depois da tempestade”, desabafou outra trabalhadora.

O prazo para solicitar o saque calamidade vai desta quarta-feira, dia 23, até 1º de dezembro, mas só beneficia quem tem os depósitos regulares em conta – o que exclui justamente quem teve o recolhimento suspenso pelo empregador. A direção da Santa Casa de Rio Grande ainda não emitiu posicionamento público sobre o caso.

(Foto: Rede Edson Costa Repórter de Jornalismo)