O prefeito de Rio Grande, Fábio Branco, determinou a realização de uma auditoria para apurar o volume de recursos destinados ao município pelo governo federal no combate à pandemia da Covid-19. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira (9) durante balanço dos primeiros 100 dias de governo. Ao defender a transparência nas ações públicas, Branco lamentou críticas recebidas pela não abertura de leitos hospitalares. “Quem recebeu recursos para fazer tudo isso foi o governo passado e não deu um centavo sequer à Santa Casa”. Afirmou que seu governo vai descobrir para onde foram destinados os recursos, ao apontar que críticas infundadas estão partindo de pessoas interessadas nas eleições gerais programadas para o ano que vem.

O chefe do Executivo acusou a gestão anterior de ter “liquidado com a Santa Casa”, referindo-se à intervenção iniciada em 1º de abril de 2015. “Endividaram a Santa Casa e muita gente morreu, sim, por falta de atendimento. Foi uma intervenção política, colocando na Santa Casa pessoas sem a mínima competência”. Branco elevou o tom da fala ao afirmar que “por onde passam liquidam tudo”. O gestor municipal disse ter mencionado a Santa Casa, mas que poderia citar outros exemplos. Destacou que o Hospital Santa Casa agora tem uma gestão, liderada por Renato da Silveira, que está procurando resolver os problemas da entidade. Queixou-se que ao assumir o governo “a secretária Zelionara Branco recebeu apenas a chave da porta da Secretaria da Saúde”. O prefeito anunciou trabalho para melhorar a Saúde no município e comprar vacinas.

DESASTRE

Referindo-se à administração passada, Fábio Branco a classificou como “desastrada” em todos os aspectos, principalmente na saúde e educação. “É uma vergonha o que nós encontramos”. Acabou descortinando outra situação, envolvendo o desaparecimento de tubos destinados a obras nos bairros. Sua administração, segundo anunciou, irá paralisar obras por não ter os tubos disponíveis. Branco lembrou que em sua última gestão encaminhou a compra de tubos. “Em oito anos não fizeram as obras, como na Vila Maria, e agora os tubos não foram encontrados”. Em função da não localização dos tubos adquiridos pelo município, determinou a abertura de uma comissão para os trâmites iniciais da sindicância, com o consequente encaminhamento do caso ao Ministério Público Estadual. “Há coisas pagas e não executadas”, denunciou o prefeito. As dificuldades encontradas, segundo ele, têm como agravante o déficit financeiro deixado pelo governo anterior de mais de R$ 100 milhões, “fruto da irresponsabilidade de gastar mais do que a arrecadação”.

TRANSPORTE

O prefeito de Rio Grande também condenou a concessão do serviço de transporte coletivo à empresa Noiva do Mar a título precário pela administração passada. Para ele, trata-se de um serviço de péssima qualidade. “Não fui eu que dei a concessão à Noiva do Mar e quem trouxe a Transpessoal é que deve explicações”, disse Branco. O prefeito antecipou que “muitas coisas ainda virão à tona sobre o transporte coletivo em Rio Grande”. Até o fechamento da reportagem ninguém em nome da administração municipal passada apresentou manifestação a respeito dos temas tratados pelo atual prefeito de Rio Grande.

(Foto: Site ECR)